quarta-feira, dezembro 06, 2006



Convido à todos para assistirem ao espetáculo:

SANTIDADE

dias 05,06 e 07/12/2006 às 20:00 na UFRJ - Praia Vermelha
Ingresso: 1 kg de alimento não perecível.

http://www.youtube.com/watch?v=etpgQqdHXRA

segunda-feira, dezembro 04, 2006

Selos falsos fabricados na Romênia. Paris, 1881.

Não foi nenhuma surpresa vê-la com aquele outro rapaz. Parecia-me uma piranha desde o princípio, quero dizer.Não.

Eu não quero dizer nada disso.

Ela parecia contente. Feliz, sabe-se lá. Eu também. Ninguém me veria aos pulos, é verdade. Porém acho que devo ter ficado mesmo alegre ao perceber que era a hora certa para fazer algo errado.

Dei-lhe um tiro na cabeça com a arma do meu avô. A carregava comigo desde o dia em que roubaram-me os sapatos na Central do Brasil.

Abram as janelas e tragam-me um sanduíche.

Viu? Apesar de tudo continuo mesmo engraçado. É de rolar de rir.



Talvez não pudesse ser assim

Menina sempre doce era Maria. Mal caía, suspirava. Todos a amavam por sua doçura.

Mal sentia a bela menina a dor que o homem passa. O suor de quem trapaça. Ela, suspira. Passa.

Por erro, nunca foi julgada. Se errasse era perdoada. Pois dava um suspiro e todos conquistava.

Papai só não queria quebrá-la. Mamãe mal cabia em amá-la. Um suspiro e a paz se consumava.

Maria matou a família suspirou e foi se embora. A polícia não a seguia, teve pena ao ouvir a história.

Que a menina não sabia que fazia coisa errada. Pois nunca em sua vida fora avisada.

A sua volta tem demônios, não a tocam nem chamam. Ela não os vê, não conhece, não imagina.

Onda pisa nascem cravos, já queimados pelo sol. De seus olhos lê-se brilho. E doçura de caramelo.

Maria às vezes ainda mata, mas ninguém não a diz nada.

Talvez pudesse ser boazinha, quem sabe até realmente amada.

Mas é escondida atras de um pano. A cortina da inocência. A alienação disfarçada.

É um monstro essa menina, mas tão doce que ninguém faz nada.



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