quinta-feira, novembro 23, 2006


Um

Poemas.

Te desafio a desafiar teus próprios olhos.

Embaixo da nossa casa.
Me despedi de você.
Te disse o quanto te amava.
E te beijei pra te proteger.
Um abraço...foi longo e gostoso como todos os que tu tens.
Eu te abraço,e teus olhos fecham pois tu sabes que está nas nuvens.
Eu te abraço e teus olhos fecham,como que pra receber tudo de bom que vem.
Eu te abraço e teus olhos fecham,como quem sabe mais do que você.
Teus olhos fecham sabendo da luz ofuscante do que sinto por ti.
Eu te abraço,teus olhos fecham e você se põe a sorrir.
Talvez eles fechem para não ver a dificuldade de amar tua.
Talvez eles fechem em respeito a tristeza desse filho da lua.
Talvez eles fechem porque um carro levantou a poeira da rua.
Eu te abraço e teus olhos fecham...
Mesmo que depois de certos segundos,tu fosses embora com outro.
Eu estava nos seus olhos já morava no teu rosto.
Sou eu quem mora no teu sorriso.
Sou eu quem habita em teu olhar.
Sou caseiro do teu coração.
Sou o pulso de vosso pulsar.
E em respeito a tudo isso,teus olhos fecham...
Te abraçei,voei contigo.
Morena que tanto amo.
A dor é ter a paciência...
A dor é o quanto reclamo.
Mas te abraço e teus olhos fecham...
Bendigo a minha amada e te livro do escuro chapéu.
Eu te abraço teus olhos fecham...
Eu te abraço teus olhos fecham...
Parece até que teus olhos entendem mais de amor do que tu mesmo.
Eu te amo,eles entendem...e tu me deixas partir a esmo.
Eu parto e o horizonte me sorri,com os teus dentes.
Inspiro o ar que é você,e com esperança olho pra frente.
Se quem não te ama é quem mais te importa.
Eu saio mesmo,vou embora...
mas sei que te levo por esta porta
já que você sem mim não existe.
já que você sem mim Deus é triste.
Saudade não é o mesmo que sentir falta.
Saudade é assunto fora de pauta.
Sadudade é querer ter saudade de não saber o que é saudade.
Saudade é excesso de falta de oportunidade,saudade é dor de verdade.
Saudade...que atrocidade!
Saudade de ti que sempre esteve aqui...
Como negar morena?
Se quando te abraço teus olhos fecham...
Se quando te falo do Amor.
Nossos olhos brilham.
Os cintos do mundo desafivelam.
As porcas dos pregos desaruelam
e meu peito esquece de doer...
Se quando te abraço,dois mortos vivem.
E talvez por medo teus olhos fechem.
Se quando te vivo,os matos sangram.
E que ao tomar um cafézinho,é você quem eu bebo.
Como negar...?
Como consegues negar?
Não tape os ouvidos enquanto minha alma grita.
Pois quando te falo de amor você sabe que o mar se agita.
...se você sabe do mais comum.
Se você sabe que,você mais eu ,mais o céu,mais o mar,mais o universo somos apenas um.
Faça teus olhos mentirem para mim então.
E faça com que neguem,nega que:
-Eu te amo e fica chato repetindo.
-Eu te amo e fico bobão quando te vejo sorrindo.
-Eu te amo e sinto aquela coisa quando você só me vê como amigo.
-Eu te amo,e só quero te roubar e colar um selo de "Propriedade do Rodrigo".
Eu te amo e não há reclame,e o amor é filho do enxame de abelhas que move o céu.
...e por mais que você tente não entender...teus olhos entendem e reverânciam este amor se curvando diante dele,conheçendo sua majestade.

Cavaleiro do Cavalo Prata.

Poderoso,desequilibrante e vibracional.
Cavaleiro do cavalo prata.
Cavalo romano de esparta.
Digno de perfeição trigonometral.
Veio no ar.
Reina no mar.
Chegou-se pelo amar.
Lorde das casas de quem vence.
Pai das Luzes.
Irrigador das sementes.
Salve!A ti Bendigo meu reino.
Deixo que me venhas e me proteja.
Com tuas roupas e armas e gênio.
Deixo que meus olhos brilhem.
Ao encontrar tua capa flutuante.
Deixo que minha altivez se vingue.
Ao denfrontar-se com minhas ignorâncias.
Deixo que me alcançe.
Tu,vindo...ensinando a como vencer guerras.
Me ensinando a como transcender eras.
E diante dos meus olhos,me entregando uma espada.
Tu,soldado vindo da Lua.
Espelho minha alma na tua.
Pra ser como Deus quiser.
Ser guerreiro para lutar pelo Amor.
Na batalha pelo futuro.
Minhas medalhas luzirem no escuro.
E então finalmente aparecer orgulhoso e vencedor.
Senhor Lorde,Guerreiro.
Sei que me proteges por inteiro.
Agradeço.
E de dores,me esqueço.
Com tua capa me aqueço.
Do frio que faz no mundo.
Senhor,ontem me sagrei guerreiro...
pois da minha dama,eu senti a maior das faltas,senhor hoje eu luto para tê-la devolta
com minha espada com 18 esmeraldas.
Salve!



E tu ri.

Arranca forças do nada a nado,e ri.
Balança os ombros,me deixa alarmado,e ri.
Por pouco,eu mesmo não saio daqui.
é bonita demais a visão,meu balão...de te ver sorrir.
É enorme demais o que sinto por ti.
...e tu ri
Um amor que me exige,morrer abraçado a vida inteira.
Esse amor que me fez comer sózinho toda a jabuticabeira.
É gigante esta dor que pousa por aqui.
No balanço o encanto do seu criançar.
Eu nadando em você nos meus sonhos do tamanho do mar.
Promovo uma esquadra,pra viajar dentro de você.
As Horas que empurram o ponteiro pro canto.
São as mesmas que guiam meu peito pro pranto.
E tu ri...
Ainda bem que tu ri...
Dessa beleza ao menos,Deus não priva o mundo...
O problema é que quando tu ri e eu não vejo.
Numa poça de lama,eu logo me afundo.
Meus pesares são plúmbicos.
E eu quero ter ver.
Eu quero mais é ver você.

Suspiro de êita.

êita dor danada que não ri.
êita dor danada do homem que chora por ti.
êita penumbra das sombrias quando tu não está aqui.
Vem o peso da pedra no peito,que apressa nas presas.
êita amor,que um dia vai me desintegrar e explodir.
Olhando a dor de longe,eu rezo a meu pai que me dê forças.
êita...mas que dor que me faz pesadelar a tua face com a daquele um.
êita dor que já me fez abraçar com quinze garrafas de rum.
êita!
êita meu benzinho,êita.
Dor amarga da espera.
que na esquina me espreita.
êita!

quarta-feira, novembro 22, 2006



Canta Galo

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segunda-feira, novembro 20, 2006


Cliché contemporâneo gratuito.

Gabriel e Andressa. Dizer para não dizer mais nada.

Se você ouve Jazz você é bacana. É o que eles dizem. Aqueles que... Bem, aqueles que ouvem Jazz e não gostam de falar sobre o clima. Gente que ri baixo e fala que Keaton é isso. Chaplin aquilo.

Ontem, depois de trepar por seis horas seguidas com sua namorada, Gabriel colocou o vinil do Cole Porter pra rodar e deitou ao lado de Andressa sem pensar em nada muito imenso.

Se você lê Ionesco você é especial. É o que eles dizem. Aqueles que... Bem, aqueles que não lêem Ionesco e adoram falar sobre o samba de raiz. Gente que explode bem fácil e fala que Chaplin é isso. Keaton aquilo.

A luz do abajur toda espalhada no criado-mudo. Uma embalagem de preservativo sabor pêssego, um isqueiro e um maço de Hollywood vermelho. Vazio. Andressa sonha com macacos bonitinhos dominando o planeta. Ela, toda suada, deitada no braço dormente do namorado.

Eu ouço Jazz e leio Ionesco. E vice-versa.

Gabriel com os olhos pregados no teto. Sua cabeça doendo, rodando, dançando e batendo palmas. Ele não consegue pensar em nada a não ser na velha questão que remonta toda a trajetória do homem contemporâneo: será que aquele pedaço de pudim ainda está na geladeira?

Pudim. Pudim. Pudim. Ele quer aquele pudim.

Andressa abrindo os olhos devagar. Andressa mirando os olhos estáticos do namorado. Andressa achando graça no cabelo bagunçado do rapaz. Andressa é mesmo fantástica. E romântica.

Pudim! Pudim! Pudim! Ele quer aquele pudim!

- Amor, no que você está pensando? – Com muito açucar nas palavras.

Pudim? Oh, cacete... Ele quer mesmo aquele pudim.

Gabriel virando a cabeça devagar. Gabriel mirando a pontinha do nariz da namorada. Gabriel embaralhado em pudins imaginários. Gabriel é mesmo um gentleman. Adorável.

- No quanto eu te amo, amor.

domingo, novembro 19, 2006



Solilóquio transversal para uma felicidade eminente

Se colocam tristes os acontecimentos à minha frente. Eu, sem reações me coloco aqui, onde sempre estive. Se um dia meu coração me pular do peito e ganhar fala, diria: Este a que completo não é meu, nem eu dele.
Em me guiar pelos acontecimentos a pouco passados em minha vida, e pela equívoca segurança dos demais, concluo que tão somente me cabe alcançar o que quiser.
Eu me deito diante de mim mesmo e ao ser analisado por outro eu, só venho a diagnosticar uma certa serenidade, sensatez que me valerá mais que pedras de ouro. Fui capaz eu mesmo de guiar minhas emoções, persuadir e manipular a mim mesmo em fazer tudo a meu bel prazer. E as respostas da vida tem sido minha comprovação.
Ha pouco a vida se disse difícil, e nisso todos se confortam, mas eu, sereno e mal lavado tenho que me posicionar contra a maré de todos e não me deixar abater pela suposta dificuldade dessa vida difícil.
Otimista não sei se sou. Simplesmente sei da condição transeunte da situação e também que a preocupação é sua seguidora.
Muita flagelação própria tem os demais. Muito sofrem antes mesmo de sofrerem. Muito não fazer por saberem que vão sofrer. Por acharem...
Complicada demais se faz a problemática de uma vida maternalmente simples. Resolvo meus problemas quando prostram diante de mim. Não lhes tomo conhecimento nem antes nem depois de sua posição. E mesmo assim, pouco. Somente o conhecimento quase necessário para lhe dar a devida importância. E dessa forma, lúcido porem extasiado, levo minha não tão importante vida em uma direção atrevida e grandiosa.

Louco? Talvez... Certamente.

Melhor seria viver minha vida inteira em pesar, para me permitir somente nos últimos instantes de vida descansar? Prefira a loucura.


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