sexta-feira, dezembro 01, 2006





O tom certo pro começo.

Eu não estou chorando.
Quem estava aqui e chorava foi embora.
Não que eu não ache respeitoso o homem que chora.
Mas acho digno de pena o sujeito que se apavora.

Eu não estou chorando.
Não me lamento mas por que você está perdida.
To com o pescoço rígido,peito a mostra pra aguentar mais ferida.
As ventas pro alto como um Rei.
Um Rei que um dia serei.
Eu não estou chorando.
Sereno e calmo,como no mar um navio.
Sou menos bomba e cada dia mais pavio.
Não digo mais que te amo.
Espero o dia amanhecer...
Eu sou o filho da Lua.
Eu sou neto dos tempos.
Sou do mar um sustento.
Coronél da embarcação.
Da tua cor,eu fui um dos inventores.
Sou eu quem levo dias e dias no navio das dores.
A morte me alcança como bala de canhão.
O dia me assusta feito forte lua cheia
Eu matei o mundo,e me vi na escuridão.
Entretanto, não estou chorando....
Não choro,não choro,não choro enfim...
Pois guerreio pra um dia pegar o que é meu devolta pra mim.


Oniricidade.

Em qualquer lugar, em meio a continentes e dois polos.
Sentia todo o infinito dentro de seus próprios olhos.
Vento nas ventas, o tempo nas tempas.
Tinha poucos anos, mas a sabedoria de alguém de noventa.
Pragmático, garantia já ter perdido a garantia num acidente em alto-mar.
Mergulhado nele mesmo, e sem saber como voltar.
Pés limpos com muito lama.
Cabeça no alto mais erguida o possível roçando na grama.
Ele achava que era uma núvem, e não via problema já que olhava pro céu as vezes e via diversas núvens fingindo que eram gente.
Respeitava o consciente, mas preferia olhá-lo de longe.
Do ouvido para a boca,só as músicas que ele gostava.
Ele compunha também algumas e um bem-te-vi cantava.
Deixava que sua alma inquieta
Andasse de bicicleta.
Respeitava a falta de amor.
Detestava a falta de flor.
Tinha a pele desenhada com caneta hidrocor.
Sabia que com o tamanho do seu peito e desejo.
Que sua alma a tudo alcança.
Falava dificil como adulto
E tatibitati como criança.
O menino não se gabava por saber voar.
Amava de maneira feroz e não sabia se controlar.
Detestava a ignorância.
Fumava já no jardim da infância.
O jovem sabia chorar.
Bebia danone no bar.
Ouviu o canto dos caramujos.
Banhou os banhados
Sujou alguns sujos...
Era além de qualquer coisa um sonhador.
Não se eterniza um sonhador, sem se sonhar com ele e se tornando assim, um novo sonhador também.
Sonhador que é sonhador, pontua todas as frases com um talvez, nunca sabe dizer amém.
Sonhador mantém um giz de cera na carteira, caso aconteça um acesso furioso de infatilidade e resolva que precise desenhar.
...jamais renega o ofício de sonhar.
...jamais renega o ofício de sonhar.


Se não percebes,é burra.

Olha pro céu,bem amada.
Me vê montado na Lua?
Berrando você e acenando feito louco?
Vê o céu tremendo com o barulho do seu nome num tom roco.
Vê meu peito iluminado pela luz da ilumiadora maior dos becos.
Olha pra ti ,bem amada.
Olha pra ti,que tu me ves também.
Olha eu no parabrisa dos carros.
Olha eu no barulho do trem!
Presta atenção bem amada!
Me vê.
Basta querer.
Que eu to aí!
Pronto pra te divertir.
Louco pra te ver sorrir.
Me sente no brilho do teus olinhos.
Doce abajur.
Sou eu quem te abraça candura.
Olha pra mim,menina da pele escura.
To aculá.
To em todo lugar.
To pra você meu amor.
é só olhar...
me olha, meu cheiro bom.
E tu...tu serás a mulher mais bem afortunada que já se ouviu falar!!!!
...se não percebes...

terça-feira, novembro 28, 2006


Devastolândia.

No thoughts. No more rainy days. No claps. No mind. Seas of mindlessness. Aerial beaches. Pick up all your love letters!, he said. Shit. Profounds of time. Of timelessness. I see old hearts. Buried in who-knows what old hearts. No pain. No sword. No flowers at all. I see bums. Footsteps of dawn. Slow-motion kisses. Hidden crowds. Spikes and arrows of memories. Bloomy sparks across the silence. Remembering cries. Of elder people. Without pictures. No pictures!, she said. No jazz concerts. No hope. I wish to say. But no words. No words at all. No great motions. No more headaches. I mean no windmills. Windmills? No!, I said. No wind. Wind? No. Portions of living loving dreams. No. I mean no. No no. Emptiness. Inflamed. In flames. With no summer rains. No more lamps. No fancy clothes. Meaningless. Of rising boring secrets. With lessnessness. Stop.

I don't have a hat. This makes me really sad.

domingo, novembro 26, 2006



Tua voz como pluma me pesa nas costas.

Ah fardo doce, que carrego com o pesar de um messias.

Dói, mas dói macio.

Sofro, mas sofro completo.

Ah quem diga: Ninguém nesse mundo é feliz tendo amado uma vez.

Digo eu: Ninguém nesse mundo viveu antes do primeiro amor.

Teus olhos brilham, ofuscam os pensamentos.

Como ao sol, olho incessante a fim de cegar.

Antes o verde de teus olhos e nada,

Que um mundo cruel e eles à distância.

Não ajude ao mundo, viva num casulo.

Ter a ti e nada mais, antes de viver por outros.

Quero viver todo o egoísmo do amor.

Toda a paralisia de uma paixão.

E se as flores mudarem de cor...

Planto rosas e colho tulipas...

A vida vale o aroma de uma flor.

A paixão é uma, não importa suas pausas, seus nomes.

Néctar é néctar, não importa a flor.

Amarei a ti sempre, não importa a quem. Amo.



Web Counter